Ciro Nogueira vira aliado político tóxico para Flávio Bolsonaro após corrupção e propina no Master
A ação integra a quinta fase da investigação que apura fraudes bilionárias no extinto Banco Master
rep. publ. internet/senador Ciro Nogueira(PP-PI) O senador Ciro Nogueira (PP-PI) transformou-se em um aliado tóxico e estorvo político para a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A mudança de status ocorreu após Nogueira se tornar alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF), autorizados pelo ministro André Mendonça do STF.
A ação integra a quinta fase da investigação que apura fraudes bilionárias no extinto Banco Master.
A PF investiga o recebimento de R$ 18 milhões em vantagens indevidas por Ciro Nogueira para defender interesses da instituição financeira. Os repasses seriam mensais.
O senador deixou de figurar apenas como amigo de executivos do banco e passou formalmente à condição de suspeito de corrupção.
Impacto na Campanha de Flávio Bolsonaro
Nogueira vinha sendo cotado como o principal articulador ou potencial candidato a vice-prefeito/vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. Essa possibilidade foi inviabilizada pelo desgaste público.
Ciro é o presidente nacional do Progressistas (PP). Ele operava nos bastidores para formalizar o apoio do bloco partidário à candidatura do filho de Jair Bolsonaro.
Nogueira defendia que Flávio adotasse uma postura de centro, moderada e focada na economia para atrair eleitores além da "bolha" bolsonarista. O envolvimento do fiador dessa estratégia em escândalos de corrupção enfraquece a narrativa de renovação.
A defesa de Ciro Nogueira repudiou a operação da PF, classificando a acusação como infundada e baseada em uma "mera troca de mensagens". Contudo, colunistas políticos avaliam que o estrago à imagem da articulação de direita já é considerado irreversível no curto prazo.



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