FAMÍLIA DENTRO DO CRIME
Atualmente, todos os quatro filhos homens do ex-presidente Jair Bolsonaro são ou já foram investigados
Divulgação/Redes Sociais O ex-ministro Ciro Gomes, em uma de suas inúmeras entrevista, declarou com todas as letras que Jair Bolsonaro "colocou os filhos dentro do crime". Afirmando, ainda, que o ex-presidente praticava "rachadinha" quando era deputado federal e ensinou a família a fazer o mesmo. Disse, para concluir, que Bolsonaro "roubava" gasolina da Câmara dos Deputados usando "notas fiscais fraudulentas".
Atualmente, todos os quatro filhos homens do ex-presidente Jair Bolsonaro são ou já foram investigados por diferentes suspeitas de irregularidades e crimes, conforme detalhado abaixo:
Investigações e Suspeitas
Flávio Bolsonaro (Senador): Foi investigado no caso das "rachadinhas" (desvio de salários de assessores) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O caso envolveu seu ex-assessor Fabrício Queiroz, mas as principais provas foram anuladas por decisões judiciais superiores. Agora, recentemente, a investigação do Escândalo do Banco Master, por envolvimento no pedido e recebimento de dinheiro de "ladrão" (Vorcaro) preso.
Carlos Bolsonaro (Vereador): É investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de salários em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio e pela suposta participação em uma rede de disseminação de fake news e ataques a instituições. Em 2024, foi alvo de buscas da Polícia Federal em investigação sobre espionagem ilegal na Abin.
Eduardo Bolsonaro (ex-Deputado Federal): Foi alvo de denúncias e investigações, incluindo acusações de tráfico de influência e ameaças. Recentemente, tornou-se réu por coação no curso do processo em decisão do STF.
Jair Renan Bolsonaro: Foi indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal por crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso em 2024.
Relações com Milícias
Investigações e reportagens apontam que a família Bolsonaro, especialmente Jair e Flávio, manteve relações de proximidade com policiais ligados a milícias no Rio de Janeiro. Flávio Bolsonaro, por exemplo, homenageou na Alerj policiais que posteriormente foram presos ou investigados por crimes graves, como o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, ligado ao "Escritório do Crime".
Contexto de Defesa
Jair Bolsonaro nega as irregularidades e frequentemente afirma que as investigações contra ele e seus filhos possuem motivação política para prejudicar sua imagem e trajetória. Em episódios passados, houve suspeitas de que o ex-presidente tentou interferir na Polícia Federal para proteger seus filhos de investigações em andamento.



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