Lula amplia vantagem entre “não polarizados” e rejeição a Flávio Bolsonaro bate em 52%
Eleitores independentes, que devem definir as eleições presidenciais, foram mais afetados pelos efeitos da revelação do elo de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também perdeu tração com a visita a Donald Trump na Casa Branca
rep. publ. internet Eleitores independentes, que devem definir as eleições presidenciais, foram mais afetados pelos efeitos da revelação do elo de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também perdeu tração com a visita a Donald Trump na Casa Branca.
Em pesquisa BTG/Nexus divulgada em 15/06, Lula subiu para 35% e Flávio Bolsonaro caiu para 26%, ampliando a vantagem de 1 para 9 pontos percentuais em 20 dias.
O ganho de Lula foi mais acentuado entre os 21% dos eleitores “não polarizados”, após a revelação de vínculo de Daniel Vorcaro com Flávio e a visita deste a Donald Trump, que gerou tarifas americanas e classificação de facções criminosas como terroristas.
Entre as mulheres, Lula lidera Bolsonaro Jr. por 20 pontos percentuais (49% a 29%).
Entre os mais pobres (renda até 1 salário mínimo), Lula tem vantagem de 28 pontos (54% a 26
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (15) mostra que as últimas jogadas no tabuleiro político – e geopolítico – favoreceram Lula, principalmente entre os 21% que se definem como “não polarizados”, que “não se engajam com o antilulismo e o antibolsonarismo”.
Essa fatia do eleitorado, que deve definir as eleições presidenciais, foi quem mais sentiu os efeitos da revelação do elo de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também perdeu tração com a visita a Donald Trump na Casa Branca, que resultou na classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas e no novo tarifaço, de 25% e 12,5%, dos EUA sobre produtos brasileiros.
Segundo o estudo, entre os polarizados Lula ampliou a vantagem de 1 para 9 pontos percentuais em 20 dias. Na pesquisa do dia 25 de maio, Lula marcava 31% contra 30% de Flávio Bolsonaro. Na atual, o presidente foi a 35%, enquanto o senador caiu para 26% no principal cenário de .
O levantamento mostra ainda que Lula tem uma ampla vantagem sobre o filh0 “01” de Jair Bolsonaro (PL), de 20 pontos percentuais, entre as mulheres: 49% a 29%. Entre os homens, o senador segue liderando mesmo em meio aos escândalos por 40% a 37%.
Lula também tem ampla vantagem entre os mais pobres, que ganham até 1 salário mínimo: 54% a 26% – uma vantagem de 28 pontos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, lidera entre os mais ricos, com renda acima de 5 salários mínimos: 40% a 36%. Na classe média, Lula marca 50% a 32% entre os que ganham entre 1 e 2 salários mínimos; e 38% a 37% na camada entre 2 e 5 salários mínimos.
Rejeição
A rejeição de Flávio Bolsonaro também explodiu após as revelações sobre o envolvimento com o escândalo do Master. Segundo a BTG/Nexus 52% dizem que “não votariam nele de jeito nenhum”. Apenas 25% dizem que ele é “o único que votaria”.
Lula, por sua vez, manteve os 47% de rejeição e vem aumentando o índice entre aqueles que declaram que ele é o único em que votaria, de 34% em abril para 37% em maio a atuais 38%.
O presidente também se descolou de Flávio Bolsonaro entre os eleitores que desejam vê-lo eleito para o quarto mandato: eram 37% em abril (em situação de empate com o senador), foi para 39% a 34% em 25 de maioo e chegou a atuais 40% a 31%.
Taxação e terrorismo
A BTG/Nexus também mostra que a investida de Flávio Bolsonaro junto a Donald Trump teve efeito reverso: 37% dizem que a classificação de CV e PCC como terroristas “vai ameaçar a segurança dos brasileiros – já que vai ser utilizada como uma desculpa/justificativa para os Estados Unidos interferirem e sancionarem o Governo brasileiro e o povo brasileiro, ameaçando a soberania nacional”. Outros 23% se mostram neutros e 30% acreditam que “vai melhorar a segurança dos brasileiros”.
Entre os chamados não polarizados, o efeito negativo da medida foi ainda maior, de 44% – apenas 21% vêem a medida como positiva e 25% como neutra.
Sobre o novo tarifação, 42% acreditam que “é mais culpa do Flávio Bolsonaro, pois a aproximação entre a família Bolsonaro e o Governo dos Estados Unidos gerou essa nova tarifa apenas para punir o governo Lula”. Outros 39% culpam Lula pela “falta de bom relacionamento com o governo dos EUA” e 11% dizem que “não é culpa de nenhum dos dois, pois o Governo dos Estados Unidos discute aplicar essa nova tarifa por interesses próprios”.





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