Bolsonarista defende “intervenção” dos EUA no Brasil com “sangue derramado” igual no Irã
Em meio à horda neofascistra no ato de Flávio Bolsonaro na avenida Paulista
Reprodução de vídeo / Nelson Almeida Comandado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que foi ungido pelo pai Jair Bolsonaro (PL) como pré-candidato ao Planalto, o ato na Paulista neste domingo (2) revelou os desejos mais secretos dos bolsonaristas que, ceivados por mentiras e discursos de ódio, colocaram toda sua ignorância a serviço do terror eleitoral que deve cercar a disputa presidencial em outubro.
Em seu perfil no Instagram, o jornalista Luciano da Luz exibiu uma série de entrevistas com bolsonaristas que estiveram no ato na Paulista.
Um deles, vestido com uma camiseta com o emblema da monarquia no Brasil e enrolado em uma bandeira dos EUA, defendeu abertamente uma intervenção de Donald Trump no país, expressando um desejo comum com os filhos de Bolsonaro.
“Então, você e a direita, vocês são a favor dessa intervenção dos Estados Unidos no Brasil hoje?”, indaga o jornalista.
“100%. 100%. A direita defende essa intervenção, sim”, responde prontamente o bolsonarista.
Em seguida, ele é perguntado sobre o “simbolismo” da bandeira dos EUA em uma ato dos “patriotas”.
“O que o Trump está fazendo lá, referente à Venezuela e ao Irã – que ele fez ontem – representa o que a direita está querendo aqui no Brasil. Seria uma forma de justiça, acabando com a ditadura na nos outros países. A direita clama por isso aqui no Brasil”, responde o bolsonarista.
Em seguida, colocado diante da infromação de que uma ação dos EUA como no Irã e na Venezuela colocaria “em risco às vezes até vidas humanas, às vezes até civis”, o rapaz defende que haja “derramamento de sangue” na ação estrangeira no país.
“Eu acho que seria necessário. Quem quer paz, tem que estar preparado para guerra, infelizmente. Teria sangue derramado? Sim. Mas, eu acho que seria necessário. Não tem outra saída. Os meios legais já foram usados e não tem outra saída. Esse é o meio. Esse é o meio. É intervenção internacional ou uma guerra civil”, respondeu, papagueando que “o presidente Bolsonaro tentou agir dentro das quatro linhas e onde ele está? Ele está preso”.





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