Chefe do Estado-Maior diz que o Exército de Israel está à beira do colapso

Eyal Zamir fez alertas críticos em reunião do gabinete de segurança e cobrou novas leis de recrutamento diante da pressão da guerra regional

Brasil247
Chefe do Estado-Maior diz que o Exército de Israel está à beira do colapso Israel Katz e Eyal Zamir (à dir.) (Foto: Ministério da Defesa de Israel )

Em meio à escalada do conflito regional envolvendo o Irã, o Líbano e outros países, o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), Eyal Zamir, convocou uma reunião do gabinete de segurança para expor um cenário alarmante sobre a capacidade operacional do Exército israelense. Segundo reportagem do Canal 13, fonte original das informações que embasam esta matéria, Zamir apresentou aos ministros um diagnóstico severo sobre a crise de efetivo e a sobrecarga do sistema militar do país.

De acordo com o Canal 13, o general não poupou palavras ao descrever a gravidade da situação. "Estou levantando dez bandeiras vermelhas para vocês", afirmou Zamir aos presentes, sinalizando que o problema vai muito além de uma dificuldade pontual e exige resposta legislativa imediata. O chefe do Estado-Maior defendeu a aprovação urgente de novas leis de recrutamento e reserva, além da extensão do serviço militar obrigatório como medidas indispensáveis para evitar o agravamento do quadro.

O alerta central de Zamir é que, sem ação concreta e imediata por parte do governo, as FDI podem perder em breve a capacidade de executar até mesmo missões consideradas de rotina. O sistema de reserva, que sustenta grande parte da operacionalidade do Exército israelense, estaria sob pressão crescente e próximo de seus limites.

O contexto que agrava esse cenário é a guerra regional em expansão que Israel trava simultaneamente em diversas frentes, com o Irã e o Líbano entre os principais focos de tensão. A multiplicidade de frentes de combate tem consumido recursos humanos e materiais em ritmo acelerado, levando as FDI a um patamar de desgaste que preocupa a cúpula militar do país.

A crise de efetivo em Israel tem raízes também em disputas políticas internas. A isenção de judeus ultraortodoxos do serviço militar obrigatório é um tema sensível e recorrente na sociedade israelense, e a resistência de setores religiosos e políticos à mudança dessa regra tem dificultado a ampliação da base de recrutamento do Exército em um momento em que o país precisa de mais soldados.




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