“Família Bolsonaro coloca Pix em perigo”, diz ministro da Fazenda
Dario Durigan afirmou que ação fomentada por Flávio Bolsonaro nos EUA prejudica a economia e as famílias brasileiras
Flávio Bolsonaro - Foto: Lula Marques/rep. publ. Fórum O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou como ataque eleitoral a decisão do governo dos EUA de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como “grupos terroristas”. Durigan também afirmou que a ação fomentada por Flávio Bolsonaro nos EUA “coloca o Pix em perigo”.
“Nós estamos aqui preocupados em proteger a população, seja das organizações criminosas, seja desse ataque eleitoral, travestido de ato de designação, que não cabe e vai prejudicar a economia brasileira, prejudicar as famílias brasileiras”, declarou Dario Durigan à GloboNews.
Em seguida, o ministro da Fazenda afirmou que o governo vai atuar da mesma maneira como atuou diante do tarifaço:
“Cabe ao governo brasileiro, mais uma vez, como foi feito no tarifaço do ano passado, dar um passo à frente e proteger o nosso sistema financeiro, que pode ser o primeiro afetado, mas também os nossos empresários e as famílias.”
Durigan também afirmou que as ações de Flávio e Eduardo Bolsonaro nos EUA colocam o Pix em risco:
“Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros […] quem coloca o Pix em dúvida, quem fragiliza, quem põe o Pix em perigo, é esse tipo de questionamento que tem sido amplamente fomentado pela família Bolsonaro.”
Lula ressalta soberania e ataca submissão de Flávio Bolsonaro a Trump: “se fosse para prender miliciano ficaria preso lá”
Em um discurso histórico, em que defendeu a Petrobrás ao anunciar investimentos na estatal em Sergipe nesta sexta-feira (29), o presidente Lula defendeu a soberania do Brasil e atacou a submissão de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por buscar a “interferência” de Donald Trump ao fazer lobby para transformar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) em organizações terroristas.
“Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Nós não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta. Eu tive três horas com o presidente Trump. Entreguei quatro documentos para eles. Um deles era o combate ao crime organizado. Seu Marco Rubio não estava lá possivelmente porque estivesse preparado para ajudar um filho de um bolsonarista, que é candidato à eleição aqui nesse país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil. Joaquim Silva do Reis ficaria envergonhado se soubesse que tem um candidato a presidente que vai aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil. Se ele fosse pedir intervenção para prender miliciano, eles ficavam presos lá. Essa é a verdade”, disparou, comparando Flávio Bolsonaro ao traidor dos inconfidentes mineiros.
Ao falar sobre a decisão anunciada por Rubio após a visita de Flávio Bolsonaro, Lula disse que as facções são “terroristas porque eles incomodam as famílias, eles incomodam o bairro, eles incomodam a cidade, eles roubam tudo a que o povo tem direito, o direito de viver livremente”, mas ressaltou que “nós vamos combatê-los aqui dentro”.
Lula ainda lembrou que falou com Trump que as armas usadas pelo tráfico são trazidas dos EUA e cobrou a posição dos Estados Unidos para atuar em conjunto com as investigações da Polícia Federal (PF), que detectaram que os fuzis são fruto da lavagem de dinheiro feita no estado de Delaware, um paraíso fiscal em solo estadunidense.
“E nós queremos os terroristas brasileiros que estão lá. Porque sabem que as armas importadas que são contrabandeadas para o Brasil vêm dos Estados Unidos. A Polícia Federal entregou um documento para o Trump. O Brasil está disposto a trabalhar para combater o crime organizado. E vamos começar pelo seu estado de Delaware, que tem lavagem de dinheiro de brasileiro. Vamos começar por aí. Vamos começar por entregar o [Alexandre] Ramagem, que está condenado a 16 anos e está escondido lá. Vamos começar entregando o maior contrabandista de combustível desse país, o Ricardo Magro, que a Polícia Federal e a Receita prenderam com 250 milhões de combustível dele contrabandeado, que foi dado à Petrobras, e ele está morando em Miami. Eu entreguei para o Trump o nome dele e a fotografia da casa dele. Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos.”



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