Saiba como autorizar o uso do FGTS para renegociar dívidas no Desenrola 2.0
Trabalhadores precisam atualizar o aplicativo do FGTS para liberar a consulta dos bancos durante a renegociação
rep. publ. internet Os trabalhadores interessados em renegociar dívidas pelo Desenrola 2.0 já podem autorizar os bancos a consultar o saldo disponível no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida faz parte da nova etapa do programa federal, que tenta reduzir a inadimplência oferecendo descontos expressivos e juros menores para quem possui pendências financeiras.
Na prática, o governo permitirá que parte do saldo do FGTS seja usada diretamente para amortizar ou quitar dívidas bancárias em atraso. O dinheiro não passa pelas mãos do trabalhador: após a autorização, a transferência ocorre entre a Caixa Econômica Federal e a instituição financeira responsável pela renegociação.
Quanto do FGTS poderá ser utilizado?
Segundo as regras do programa, o trabalhador poderá usar até 20% do saldo disponível no FGTS ou R$ 1.000, prevalecendo sempre o maior valor.
A utilização do recurso serve principalmente para ajudar na entrada da renegociação ou reduzir o saldo total da dívida. Em troca, o participante terá o saque-aniversário temporariamente suspenso até que o valor utilizado retorne à conta do fundo.
Como liberar a consulta do saldo
Para participar, é necessário atualizar o aplicativo oficial do FGTS, já que a função de autorização foi adicionada recentemente pela Caixa.
Após instalar a versão mais recente do app, o trabalhador deve:
acessar o aplicativo do FGTS;
entrar com CPF e senha;
localizar a área de consentimento ou autorização bancária;
liberar o acesso das instituições financeiras ao saldo disponível;
confirmar a operação.
Sem essa autorização, os bancos não conseguem visualizar o valor disponível para negociação dentro do Desenrola 2.0.
Programa promete juros menores e descontos elevados
A nova etapa do Desenrola foi criada para atender consumidores com dívidas bancárias em atraso, principalmente relacionadas a:
cartão de crédito;
cheque especial;
crédito pessoal;
CDC e outras linhas bancárias.
Segundo o Ministério da Fazenda, os acordos poderão contar com descontos entre 30% e 90% sobre o valor total da dívida.
Além disso, os juros terão teto de 1,99% ao mês, enquanto o parcelamento poderá ocorrer em até 48 vezes. A primeira parcela vencerá em até 35 dias após a contratação.
Dívidas pequenas poderão sair automaticamente do cadastro negativo
Outra novidade envolve consumidores negativados com dívidas de até R$ 100.
Nesses casos, o governo informou que poderá ocorrer apenas a retirada da negativação do CPF, sem necessidade de renegociação formal pelo programa.
A expectativa do governo federal é movimentar bilhões de reais em acordos bancários ao longo dos próximos meses, utilizando também parte dos recursos do FGTS como garantia para as operações.



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