Irã diz que EUA atuam na ordem internacional assim como na Copa – na base da trapaça
Presidente iraniano compara atuação dos Estados Unidos na política externa ao caso Balogun e acusa Washington de intimidar rivais e manipular regras
rep. publ. internet/Trump O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian,comparou a condução da política externa dos Estados Unidos à polêmica envolvendo a tentativa de beneficiar o país Copa do Mundo. A declaração foi feita em meio à repercussão internacional do caso envolvendo o atacante Folarin Balogun e a informação de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria atuado junto à Fifa para discutir a situação do jogador.
Na mensagem, o líder iraniano afirmou que a postura do governo dos Estados Unidos como anfitrião do Mundial reproduz a mesma lógica adotada por Washington em sua atuação internacional. Segundo ele, o país recorre à intimidação, à manipulação das regras e à criação de obstáculos para favorecer seus próprios interesses.
“O comportamento do governo dos EUA como anfitrião da Copa do Mundo segue sua política externa familiar: dobrar regras, intimidar rivais, criar obstáculos e trapacear. Este é o manual de jogadas MAGA deles. O Irã rejeita esses jogos. Nós defendemos firmemente nossos direitos.”
A manifestação ocorre em meio ao aumento das críticas à FIFA pela decisão de permitir que Balogun disputasse as oitavas de final da Copa do Mundo, apesar de sua expulsão na partida anterior.
Entenda a polêmica envolvendo Balogun
A controvérsia teve início após a expulsão de Balogun na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina. Pelo Código Disciplinar da Fifa, o atacante deveria cumprir suspensão automática na partida seguinte, válida pelas oitavas de final.
Entretanto, o Comitê Disciplinar da Fifa decidiu suspender temporariamente a aplicação da punição, autorizando a presença do jogador no confronto contra a Bélgica. A decisão provocou questionamentos sobre o cumprimento das regras da entidade e gerou críticas de dirigentes, parlamentares e autoridades de diversos países.
Atuação da Casa Branca
O episódio ganhou repercussão internacional após reportagens publicadas pelo The New York Times e pela Associated Press. Segundo os dois veículos, Donald Trump telefonou ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para discutir o caso envolvendo Balogun.
As reportagens também afirmam que integrantes da Casa Branca acompanharam as articulações em conjunto com a Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer), alimentando suspeitas de interferência política em uma decisão disciplinar da entidade máxima do futebol mundial.



COMENTÁRIOS