Caçar terroristas? Nada disso. O plano é espalhar o terror
Que ameaça real o PCC e o PV representam para eles como grupos terroristas? Nenhuma. Mas essa não é a questão
rep. publ. internet/Trump Por Moisés Mendes, jornalista
A conclusão de consenso é a que está mais à mão: Trump largou uma bola nas costas de Lula, depois de aparentemente lidar bem com as posições e os sentimentos do brasileiro em relação às questões controversas com os Estados Unidos.
A possibilidade de enquadramento do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas não foi uma das pautas tratadas no encontro de 7 de maio na Casa Branca. Ao deixar o assunto de fora, Lula teria dado um recado: não se atreva.
Mas Trump recebeu os irmãos Bolsonaros, determinou que eles conversassem com Mario Rubio e logo depois anunciou: as organizações criminosas brasileiras serão consideradas terroristas.
E daí? Os Estados Unidos vão invadir o Brasil como invadiram o Paquistão para matar Bin Laden, como ameaça Eduardo? Ou o cerco ao Brasil, com a desculpa da caçada ao terror, será mais ‘sutil’, via manobras no mundo financeiro e digital, com a ajuda da CIA?
O que os Estados Unidos poderão fazer como afronta à soberania brasileira, promovendo ações que tumultuem nossa vida? Saberemos mais adiante, talvez no pico da campanha eleitoral. Eles vão tentar esculhambar com a eleição.
Que ameaça real o PCC e o PV representam para eles como grupos terroristas? Nenhuma. Mas essa não é a questão. O que importa para os Estados Unidos e para o fascismo brasileiro é que a partir de agora faremos uma pergunta todos os dias.
Essa é a pergunta: o que Trump pode fazer hoje ou amanhã para acossar o Brasil e Lula, em nome da caçada a terroristas imaginários, para favorecer a extrema direita e a família do golpista preso?
Com o pretexto de que decidiu caçar organizações terroristas aqui dentro, o que o fascismo vai mesmo é tentar espalhar o terror.
COMO VIVEM
O Intercept tentou e pelo menos mostrou onde Eduardo mora nos Estados Unidos. E os jornalões não fazem nada?
Parte externa da mansão onde vive Eduardo Bolsonaro. Foto: Reprodução
Temos o direito de saber muito mais do que sabemos sobre a mansão. Ainda é pouco.
Eduardo é uma figura pública e continua conspirando contra as instituições e a democracia. É o líder da sabotagem ao Brasil com seus amigos americanos.
Não pode se esconder. Tem que ser mostrado. Precisamos saber como esse sujeito terrivelmente golpista vive nos Estados Unidos.
Só o jornalismo pode nos informar. Mas é preciso que os jornalões deixem de ser covardes e se mexam.
As grandes redações têm medo da família Bolsonaro e de seus protetores no Texas e na Casa Branca?



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