Irã e EUA intensificam discussão sobre ampliação do cessar-fogo
Plano prevê mais 60 dias de trégua, livre navegação em Ormuz e alívio parcial de sanções ao petróleo iraniano
EUA-Irã (Foto: Prensa Latina) - rep. publ. 247 Os Estados Unidos e o Irã estão progredindo em um entendimento preliminar para estender o cessar-fogo por mais 60 dias, liberar a navegação pelo Estreito de Ormuz e permitir avanços em temas sensíveis, como sanções e o programa nuclear iraniano.
Segundo a Reuters, a proposta ainda depende da aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Liderança iraniana. A agência iraniana Tasnim informou, com base em uma fonte próxima à equipe de negociação, que o texto do acordo ainda não havia sido finalizado nem confirmado.
De acordo com quatro fontes familiarizadas com as conversas, o plano permitiria manter aberta uma das rotas energéticas mais importantes do mundo enquanto negociadores tentam superar impasses centrais do conflito. O Estreito de Ormuz é considerado estratégico porque concentra parte expressiva do trânsito global de petróleo e gás natural liquefeito.
Caso seja aprovado pelas lideranças de Washington e Teerã, o acordo representaria o avanço mais relevante em direção à paz desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. A possibilidade de entendimento surgiu após uma nova sequência de ataques recíprocos, que expôs a fragilidade do cessar-fogo em vigor desde o início de abril.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que as negociações ainda não foram concluídas, mas indicou otimismo sobre a possibilidade de um desfecho.
“Ainda não chegamos lá, mas estamos muito perto e vamos continuar trabalhando nisso”, disse Vance a repórteres em Washington.
“Não posso garantir que vamos chegar lá, mas neste momento estou bastante otimista”, acrescentou.
A avaliação pública de Vance ocorre em meio a declarações recorrentes do governo Trump de que um acordo para encerrar os combates estaria próximo. O Irã, por sua vez, tem contestado ou minimizado essas afirmações, mantendo cautela em relação aos termos discutidos.
O texto em negociação prevê a livre circulação de navios pelo Estreito de Ormuz e exigiria que os Estados Unidos suspendessem o bloqueio aos portos iranianos. Washington também suspenderia parte das sanções relacionadas às vendas de petróleo do Irã.
A notícia sobre o possível entendimento provocou queda nos preços do petróleo, diante da expectativa de reabertura plena da hidrovia. A rota é essencial para o fornecimento global de energia e tem sido um dos principais focos de tensão desde o início do conflito.



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