FLÁVIO DERRETE O BOLSONARISMO

Institutos de pesquisa e consultorias de monitoramento político registraram uma deterioração rápida nos indicadores do parlamentar

DIRETO DA REDAÇÃO
FLÁVIO DERRETE O BOLSONARISMO rep. publ. internet

Flávio Bolsonaro (PL) é o grande culpado pelo "derretimento" do bolsonarismo diante da forte crise crise política enfrentada pelo senador motivada pelo vazamento de áudios que abalaram sua pré-candidatura presidencial. O escândalo provocou uma queda acentuada em sua popularidade e gerou atritos profundos com a base aliada e com o "bolsonarismo raiz".

O desgaste da imagem pública do senador começou após o portal Intercept divulgar áudios e mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Nos áudios, Flávio aparece cobrando parcelas de um montante total de R$ 134 milhões destinados ao financiamento do filme Dark Horse, uma produção cinematográfica sobre a vida de Jair Bolsonaro.

O vazamento gerou forte impacto porque Flávio Bolsonaro vinha adotando uma postura de crítico recorrente e distanciado do Banco Master. A revelação de sua proximidade e das negociações financeiras com Vorcaro às vésperas da prisão do banqueiro alimentou acusações de incoerência.

Institutos de pesquisa e consultorias de monitoramento político registraram uma deterioração rápida nos indicadores do parlamentar.

Os levantamentos apontaram que a imagem negativa de Flávio atingiu a marca de 59%. A rejeição e a perda de intenções de voto foram puxadas principalmente por jovens de 16 a 24 anos e eleitores de classe média-alta (com renda superior a cinco salários mínimos).

Dados recolhidos pela empresa de monitoramento AP Exata mostraram que as menções negativas ao senador nas redes sociais saltaram para 64,7%, configurando o pior patamar histórico de sua presença digital.

A base mais ideológica da extrema-direita demonstrou forte incômodo. Parlamentares eleitos sob a bandeira do combate à corrupção manifestaram-se decepcionados com a proximidade de Flávio com o pivô do chamado Escândalo do Banco Master, abrindo discussões de bastidores sobre o futuro do apoio à sua candidatura de continuidade familiar.

Para tentar conter o recuo e demonstrar resiliência, Flávio Bolsonaro e seus principais aliados adotaram uma estratégia de contra-ataque:

Aliados como o ex-secretário Guilherme Derrite minimizam o episódio, alegando que o contrato foi firmado em 2024 como uma relação estritamente privada e de investimento comercial, sem o uso de dinheiro público ou favorecimento político pelo mandato de senador.

Em busca de fôlego, o senador manteve agendas intensas no início de junho de 2026, participando de comícios em São Paulo e recebendo o título de cidadão honorário em Belo Horizonte, ao lado de figuras como Eduardo Cunha e o governador Romeu Zema, pregando a unidade da direita.

Paralelamente, a oposição ao governo federal tenta desviar o foco da crise interna associando a imagem do parlamentar à sua recente agenda internacional com Donald Trump.




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